terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ROTEIRO PARA VISITA DOMICILIAR -ACS

                            
1)  APRESENTAÇÃO:   -----NOME   DO  VISITADOR
                                          ------QUAL    O   OBJETIVO   DO   TRABALHO
                                           -----A  IMPORTÂNCIA  DO   SEU   TRABALHO
                                           -----O  MOTIVO  DA VISITA DOMICILIAR 
                                           -----E   SE  NAQUELE  MOMENTO  VOCÊ  PODE  SER  RECEBIDO


2)      SABER   O  NOME    DO  CHEFE  DA   FAMÍLIA  VISITADA:---NOME  DO  CHEFE  DA  FAMÍLIA.
                                                                                                                 ---NOME  DA  ESPOSA 
                                                                                                                 ---NOME  DOS  FILHOS


3)   TEMPO   E   HORÁRIO   DA VISITA  :    ----- ESCOLHER   UM  BOM  HORÁRIO PARA  SER  RECEBIDO.
                                                                             ----TEMPO  DE  DURAÇÃO  DA  VISITA NO MÍNIMO 30 MINUTOS .ISTO  NÃO  QUER  DIZER  QUE NÃO  POSSA  FICAR  MAIS  UM  TEMPINHO  ,SE  FOR NECESSÁRIO.


4)  RESPEITO  E  CREDIBILIDADE  :    PARA  CONQUISTAR  A  CONFIANÇA  E  O  RESPEITO   DAS  PESSOAS  É   PRECISO  VALORIZAR  OS  SEUS  COSTUMES,  AS  SUAS  CRENÇAS, O  SEU  MODO  DE  DE  SER   ,SEUS  PROBLEMAS  E   SEUS  SENTIMENTOS.


5)   O   QUE  PERGUNTAR  :   -----SÓ  SE  DEVE  PEDIR   INFORMAÇÃO  QUE   TEM   SENTIDO .È   NECESSÁRIO   EXPLICAR  O   PORQUÊ  DAS   RESPOSTAS  E  PARA  QUE   ELAS  VÃO   SERVIR



6)    COMO    FINALIZAR   A    VISITA  :------AGRADECER   A  COLABORAÇÃO  DA   FAMÍLIA.
                                                                    
                                                                     -------LEVANTAR  AS  PRIORIDADES  DA  FAMÍLIA.

                                                                     -------FAZER  UMA   AVALIAÇÃO  SE  O  SEU  OBJETIVO FOI    ALCANÇADO.

                                                                      -------SE  NÃO  FOI ,   SABER  ONDE DEIXOU  A  DESEJAR E    CORRIGIR   FALHAS  ,PARA  NÃO  COMETER  NAS   PRÓXIMAS   VISITAS.                       

CAPACITAÇÃO DOS AGENTES COMUNITARIOS DE SAÚDE

DESCRIÇÃO DA PROFISSÃO

A profissão de ACS foi criada pela Lei n° 10.507, de 10 de julho de 2002, e seu exercício dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema único de Saúde e sob a supervisão do gestor local em saúde.
O Agente Comunitário de Saúde integra as equipes do PACS e PSF, realiza atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, por meio de ações educativas em saúde nos domicílios e coletividade, em conformidade com as diretrizes do SUS, e estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidadania.
HABILIDADES
  • Trabalhar e atuar em equipe de saúde;
  • Implementar práticas de comunicação intersubjetiva e em educação popular;
  • Orientar indivíduos, famílias e grupos sociais para a utilização dos serviços de saúde e outros disponíveis nas localidades ou no município;
  • Programar e executar acompanhamentos domiciliares de acordo com as prioridades definidas no planejamento local de saúde;
  • Facilitar a integração entre a equipe de saúde e as populações de referência adscrita às UBS;
  • Agendar atendimentos de saúde junto às UBS a partir do trabalho junto aos domicílios, instituições sociais ou entidades populares, considerando os fluxos e as ações desenvolvidas no âmbito da atenção básica à saúde;
  • Registrar os acompanhamentos domiciliares no prontuário de família, conforme utilizado pelas UBS;
§         Registrar dados e informações referentes às ações desenvolvidas.
§         Realizar o cadastramento de famílias por área de adscrição às UBS;
§         Consolidar e analisar os dados obtidos pelo cadastramento;
§         Realizar o mapeamento institucional, social e demográfico de cada área de adscrição.
§         Analisar os riscos sociais e ambientais à saúde por microáreas de territorialização;
§         Priorizar os problemas de saúde de cada microárea, segundo critérios estabelecidos pela equipe de saúde;
§         Participar da elaboração do plano de ação, sua implementação, avaliação e reprogramação permanente junto às equipes de saúde.
§         Propiciar a reflexão acerca dos problemas de saúde junto aos indivíduos, grupos sociais e coletividades de acordo com as características sócio-culturais locais;
§         Identificar a relação entre problemas de saúde e condições de vida com base nas interpretações obtidas;
§         Estabelecer propostas e processos intersetoriais, visando ao desenvolvimento do trabalho de promoção da saúde;   
§         Utilizar recursos de informação e comunicação adequados à realidade local;
§         Utilizar meios que propiciem a mobilização e o envolvimento da população no processo de planejamento, acompanhamento e avaliação das ações de saúde;
§         Orientar a família e ou portador de necessidades especiais quanto às medidas facilitadoras para a sua máxima inclusão social;
§         Apoiar as políticas de alfabetização de crianças e adultos;
§         Participar das reuniões dos conselhos locais de saúde.
CONHECIMENTOS
    • Cadastramento familiar e territorial: finalidade, instrumentos, técnicas de registro da informação, preenchimento do cadastro familiar, consolidação e análise quanti-qualitativa de dados;
    • Interpretação demográfica;
    • Análise da situação sócio-econômica: tipos de atividade econômica, disponibilidade e utilização dos meios de comunicação, disponibilidade e acesso aos sistemas de transporte, escolarização e alfabetização, tipos de habitação, influência do emprego e desemprego, renda familiar, aposentadorias e pensões, existência de organizações populares, reconhecimento das lideranças locais, influência de migrações e etnias nos costumes e crenças locais, diversidade e identidades das populações etc.;
    • Identificação e compreensão dos traços culturais nas coletividades e populações: influência das crenças e práticas populares no cuidado à saúde; práticas culturais no cuidado à saúde;
    • Doenças mais comuns por grupo etário, inserção social e distribuição geográfica com ênfase nas características locais esperadas de atuação;
    • Conceitos de territorialização, de microárea e área de abrangência;
    • Critérios operacionais para definição de prioridades: magnitude, vulnerabilidade e transcendência;
    • Mapeamento sócio-político e ambiental: finalidade e técnicas;
    • Estratégias de avaliação em saúde: conceitos, tipos, instrumentos e técnicas de utilização;
  • Indicadores epidemiológicos;
  • Indicadores de produção das ações e serviços de saúde: índice de cobertura vacinal em crianças menores de um ano, proporção de vacinas em dia em crianças menores de um ano, cobertura de pré-natal, taxa de desnutrição infantil, taxa de mortalidade infantil, incidência de diarréia em crianças menores de dois anos, proporção do uso do soro oral em crianças que tiveram diarréia, proporção de crianças com baixo peso ao nascer (menor de 2.500g) e sobrepeso, proporção de crianças pesadas ao nascer, aleitamento materno exclusivo até os 4 meses de idade dos bebês, hospitalização por qualquer causa, óbitos de  crianças menores de um ano por diarréia ou infecção respiratória aguda, óbitos de mulheres de 10 a 49 anos, óbitos de adolescente por violência, proporção de acidentes na infância;
  • Programas de atendimento e de internação domiciliar: construção, implementação e avaliação;
  • Conceito e critérios de qualidade da atenção saúde (acessibilidade, satisfação do usuário, eqüidade etc);
  • Conceito de eficácia, eficiência e efetividade em saúde coletiva.
  • Processo saúde-doença-cuidado-qualidade de vida e seus determinantes e condicionantes;
  • Promoção da saúde: conceito e campos de ação (concepção de políticas públicas saudáveis e de ambientes favoráveis à saúde, ações de promoção social, reorientação dos sistemas de saúde etc);
  • Conceitos de qualidade e condições de vida;
  • Parceria: conceitualização, tipos e técnicas de negociação
  • Conceitualização de intersetorialidade, enfatizando as relações entre saúde e alimentação, moradia, saneamento básico, ambiente, trabalho, renda, educação, transporte e lazer;
  • Conceitos de informação, educação e comunícação: diferenças e interdependências;
  •  Formas de aprender e ensinar em educação popular;
  • Cidadania: conceitualização, direitos e deveres constitucionais de participação, saúde como direito e dever do Estado, legislação ordinária da saúde e legislação correlata (Manual da Atenção Básica do Ministério da Saúde; NOB-SUS 01/96; NOAS-SUS/ 2001; Portaria GM/MS no 1.886, de 18/12/97; Normas e Diretrizes do Pacs/PSF, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Orgânica da Assistência Social, entre outras);
  • Participação e mobilização social: conceitualização, fatores que facilitam e/ou dificultam a ação coletiva de base popular;
  • Conceitos operados na sociedade civil contemporânea: organizações governamentais e não-governamentais, movimentos sociais de luta e defesa da cidadania e das minorias, bem como pelo direito às diversidades humanas;
  • Lideranças: conceitualização, tipos e processos de constituição de líderes populares.
  • Cultura popular: formas, manifestações e sua relação com os processos educativos;
  • Pessoas portadoras de necessidades especiais: abordagem, medidas facilitadoras da inclusão social e direito legais;
  • Princípios organizacionais e responsabilidades dos níveis de gestão federal, estadual e municipal do SUS.


















Experiência na Elaboração de Projeto

Experiência na Elaboração de Projeto

v    Ampliação da Estratégia de saúde da Família
v    Relatório de Gestão
v    Elaboração dos Produtos das Oficinas do PDAPS: aplicação dos instrumentos apresentados nas oficinas.
v    Termo Aditivo do Programa Saúde em Casa
v    Plano Municipal de Saúde
v    Diagnostico Situacional do Município
v    Implantação de novas políticas de Saúde: EX: Programa Mais vida Saúde do idoso, entrega das cadernetas e Programa Saúde Mental – implantação da Ficha B – Cadastramento de pacientes que utilizam medicamentos controlados.
v    Implantação de Relatórios de Avaliação dos Sistemas de Informação próprios de acordo com a realidade de cada município.

Atenciosamente,


Fernanda França dos Santos

CONSULTORIA SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE

CONSULTORIA SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE

Prestadora de serviço: Fernanda França dos Santos
Formação: Pedagoga / Especialista em Orientação
Experiências: Analista dos Sistemas de Informação
Facilitadora do PDAPS -Caratinga – Minas Gerais
Contato: 33 – 9953 -2043 /9132-1493 e-mail: nandatinga@hotmail.com

OBJETIVO GERAL
ü     Dinâmica de trabalho da equipe de saúde fomentando a capacidade de utilização dos dados dos S.I. - Sistema de Informação possibilitando à avaliação a qualidade da assistência em saúde à população.
ü     Qualificar os profissionais sobre a dimensão dos sistemas de informação existentes na assistência em saúde e suas responsabilidades.
ü     Criação do fluxo de alimentação dos sistemas de informações –S.I.
ü     Apresentação dos sistemas de informação em Saúde de forma sistematizada
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

ü     Sistematização da rede dos sistemas de informação através da padronização das informações dos sistemas de informação
ü     Elaboração de diagnostico da qualidade da fonte de dados dos sistemas de informação
ü     O sistema de informação requer: Adequação, integração, organização, capacitação, Sensibilização dos profissionais sobre a participação efetiva na construção, alimentação e constante atualização do sistema de informação.


CONHECENDO OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA

ü     SIAB-sistema de informação da atenção básica

ü     Sisprenatal – programa de humanização do pré-natal ao nascimento - PHPN

ü     Sishiperdia – sistema de cadastramento e acompanhamento dos portadores de diabetes e hipertensos

ü     Sisvan-Sistema de vigilância alimentar e nutricional

ü     Sisvan – web - sistema de cadastramento e acompanhamento nutricional da família, marcadores nutricionais.

ü     PNSF – programa nacional de suplementação de ferro

ü     Bolsa família – programa de acompanhamento das famílias com perfil saúde beneficiarias da bolsa família


APRESENTAÇÃO DOS RECURSOS DESTINADOS A CADA PROGRAMA

ü     Siab-sistema de informação da atenção básica:
ü     Representa a produtividade dos profissionais das Equipes de Saúde da Família e Saúde Bucal – ESF/SB.
ü     Equipe tipo 2 – valor do recurso 6.900 real Saúde Bucal tipo 2 – 2.600 reais
ü     PAB – 20.000 por ESF, NASF - vinculado a ESF 20.000 reais mês.

ü     Sisprenatal – programa de humanização do pré-natal ao nascimento
ü     Representa o atendimento da gestante do pré – natal preconizado sete consultas mais a consulta puerperal:
ü     Cada gestante representa pelo cadastro 10.00 reais, puerperio 40.00 reais e pelo parto 50.00 reais, perfazendo 100,00 reais.

ü     Programa saúde em casa: através do SINASC - os recém nascidos, mães com sete ou mais consultas de pré-natal garantem o cumprimento das metas do pré – natal e representa a continuidade do recurso 1.000 reais por equipe e o município que alcançar os quatro indicadores terá um bônus de 2.000 a 4.000 reais de acordo com o valor de alocação IDH do município.

ü     Sishiperdia – sistema de cadastramento e acompanhamento dos portadores de diabetes e hipertensão, os recursos destinados a este programa é a distribuição de medicamentos para o tratamento das patologias e o sistema atua como o indicador das necessidades de medicamentos de cada município.

ü      Sisvan – web - Sistema de vigilância alimentar e nutricional - sistema de cadastramento e acompanhamento nutricional da família, marcadores nutricionais. Este indicador é pactuado no Sispacto – Pactuação da Atenção Primaria, este vinculado com o recebimento do PAB - é necessário manter o sistema alimentado de acordo com o calendário de consultas do programa.

ü     PNSF – Programa Nacional de Suplementação de Ferro - sistema de prevenção à anemia em crianças seis meses a um ano e meio, gestantes e puerperas. Este recurso é disponibilizado pelo MS através da distribuição dos medicamentos acido fólico e sulfato ferroso comprimido e sulfato ferroso xarope

ü     Bolsa família – programa de acompanhamento das famílias com perfil saúde. O recurso destinado é através do I.G. D - Índice de Gestão Descentralizada – é repassado mensalmente para o Departamento de Cadastro Único, esse recurso deverá ser utilizado para melhorar as ações nas três esferas de atuação: Cadastro Único: um recurso das ações de cadastramento das famílias (mensal), Secretaria de educação: pela freqüência escola (períodos)r, Secretaria de Saúde: pelo acompanhamento nutricional. (semestral) meta pactuada no SIPACTO.





Curriculo: Fernanda França dos Santos

REORGANIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

1ª FASE  

SIAB - Sistema de Informação da Atenção Básica

Como melhorar os indicadores de saúde de seu município

v           Conhecer a área de abrangência da ESF
v           Definir as funções dos profissionais da equipe
v           Estabelecer metas para cada profissional
v           Acompanhar o desempenho da equipe e de cada profissional frequentemente
v           Propor ações para melhorar os pontos fracos da equipe
v           Ao final fazer um relatório das ações da equipe seguindo a cronologia: diário, mês , trimestral ,semestral e por fim anual.

Este monitoramento possibilitará que o município alcance as metas pactuadas com a SES/MG e conheça a sua realidade e possa justificar através de ações os dados apresentados. A troca de experiência com outras equipes é importante para que conheçam as diversas realidades dentro de um mesmo município e as propostas que tiveram êxitos .

SIAB – ANALISE DOS DADOS

Monitoramento da realização das Consultas médica nas ESF:


Equipe
População
Meta Anual
Monitoramento das ações  em saúde
OBS
Mensal
Semestral
Anual
X
3500





Y
3000







Atendimento de HÁ, DIA ,Pré – Natal e Puericultura


Equipe
População
Meta Anual
Monitoramento das ações  em saúde
OBS
Mensal
Semestral
Anual
X
3500





Y
3000







Realização de exames de preventivo

Equipe
População
Meta Anual
Monitoramento das ações  em saúde
OBS
Mensal
Semestral
Anual
X
3500





Y
3000







Procedimento Individual de nível superior

Equipe
População
Meta Anual
Monitoramento das ações  em saúde
OBS
Mensal
Semestral
Anual
X
3500





Y
3000










Visitas domiciliares: todos os profissionais da equipe

Equipe
População
Meta Anual
Monitoramento das ações  em saúde
OBS
Mensal
Semestral
Anual
X
3500





Y
3000









Para que seja possível esse monitoramento das ações de saúde de sua equipe realize  a PROGRAMAÇÃO DA OFICINA 4 DO PDAPS é um instrumento de  grande importância para auxiliar cada equipe na construção de suas metas.

Para que esse monitoramento seja EFICAZ é necessário que cada profissional assuma as responsabilidades da função que exerce através do preenchimento adequado dos impressos utilizados diariamente.

O segredo é a PADRONIZAÇÃO  das informações  e organização, não deixar acumulo de papeis a serem preenchidos ao final do mês , mas diariamente.

Segue os impressos utilizados pela equipe multiprofissional :

Ficha de Atendimento Medico e não medico ( ficha de produção) segue o modelo da ficha e forma de preenchimento.
FICHA DE ATENDIMENTO MEDICO E  NÃO MEDICOS
Equipe:  X                                         Profissional: Luis  (ACS)        Data : 12/10


Itens
Nome do paciente
 Nº familia e endereço
 tipo atendimento
 assinatura paciente / profissional





Em fase de construção  tem muito mais a acrescentar tendo em vista a complexidade do processo de coleta analise e monitoramento dos dados .